Pregação e pregadores

O apóstolo Paulo, escrevendo aos filipenses, fez uma afirmação desconsertante para alguns e esclarecedora para outros. Texto atualíssimo, por sinal.

É verdade que alguns pregam a Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade.Estes o fazem por amor, sabendo que aqui me encontro para a defesa do evangelho. Aqueles pregam a Cristo por ambição egoísta, sem sinceridade, pensando que me podem causar sofrimento enquanto estou preso. (Filipenses 1:15-17)

As notícias escandalosas que vimos e ouvimos nos últimos dias estão enquadradas aqui. E são reveladoras. Paulo usou adjetivos como inveja, rivalidade, ambição egoísta. Afirmou, porém, que não se constrangeu por ver o evangelho sendo anunciado nesta base, digamos, escandalosa. Eu arrisco um palpite para a segurança que Paulo sentiu naquela situação incômoda. É que um Deus vivo e verdadeiro pode verter o mal em bem com muita naturalidade.

Quando foi que os grandes eventos narrados na Bíblia se deram de maneira absolutamente natural? Quando foi que as vitórias do povo de Deus foram obtidas sem o já costumeiro sofrimento? Quem se lembra das circunstâncias da nossa salvação? Prisão, julgamento, escárnio, vergonhosa cruz, cenas de escândalo para o povo da época.

Se o maior evento das Escrituras, que foi a crucificação de Nosso Senhor, ocorreu sob um atentado ao pudor, por que seria diferente o anúncio de que hoje Ele vive e Reina em nossos corações?

Os inimigos do Evangelho tentam rapidamente capitalizar em cima dos escorregões que nós cristãos sofremos. Esquecem-se de que um pequeno grupo de doze homens espalhando a mensagem vergonhosa da cruz alcançaram o mundo todo, moldaram toda a maneira do homem pensar e transformou e transforma milhões de vidas.

As devidas retribuições aos protagonistas estão igualmente reservadas. Como foram aos judeus, creio que por onde vem o escândalo melhor seria ao responsável ser afundado no mar.

Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. (Mateus 18:6)

Não desejo viver sob ataque dos grupos que têm prazer em denegrir a imagem e a reputação da Igreja e do Evangelho, pois é só o que têm feito. Mas não posso esconder o prazer que sinto ao confiar que o Espírito do Senhor tem poder para transformar uma aparente maldição em enorme bênção. Há anos Ele tem feito isso e nós pregadores temos usado o escândalo da cruz como matéria prima para nossos melhores sermões.

@magnopaganelli

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