Duas marchas

Nesta semana ocorrerá na cidade de São Paulo, a marcha para Jesus e também à marcha do orgulho gay, essa situação é muito semelhante a uma história relatada por Lucas no Evangelho, a mais de dois mil anos, no capítulo sete nos versos de onze a dezessete, uma situação bem semelhante a que irá ocorrer em São Paulo:

“E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levava um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o a sua mãe. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha”

Duas multidões se encontraram na porta de uma cidade.

A primeira multidão tem à frente o Autor da Vida. Jesus caminha pela cidade de Naim, e a multidão o segue. Possivelmente, esta primeira multidão não estava isenta de dores, de sofrimento, calejada pela caminhada, uma multidão comum. No entanto, o diferencial: era guiada pela Esperança.

A segunda multidão tem à frente a morte. Um jovem filho único de uma mulher que já perdera seu esposo era levado ao túmulo, e a multidão que acompanha o cortejo tem a única certeza de que sepultará uma história. A diferença entre as duas multidões era evidente.

As multidões se encontram. Jesus, a Vida, pára a procissão alegre. Jesus, a Vida, para também a caminhada fúnebre. Diante da Vida, a morte se rende.

Jesus viu a viúva, em cuja dor se perdia. Jesus tem a capacidade de ver o interior da alma que padece em pranto, que padece por assistir ao ponto final de uma vida, de uma história. Jesus viu a mulher, e padeceu com ela. Não lançou uma corda para tirá-la do poço escuro da dor, mas desceu ao profundo para apanhá-la nos braços. Isso é “padecer junto”. Jesus teve compaixão.

A viúva não perguntou nada, não pediu nada, não falou nada, mas Jesus pegou a sua dor e transformou em oração. Portanto a questão em foco não é sobre a fé que remove montanhas e sim sobre a Misericórdia que não encontra limites para se manifestar, para Perdoar, para Curar, para Salvar.

Jesus parou a multidão e disse: Jovem, eu te mando: “Levanta-te”. Sua ordem se fez ouvir nos porões da eternidade e de repente o coração daquele jovem começou a bater, seus olhos se abriram novamente para vida, ele se assentou e começou a falar, um milagre havia acontecido em meio às lágrimas de toda uma multidão.

Jesus colocou nos braços daquela mãe o que a morte havia lhe tirado e se revelou a todos como sendo Alguém maior do que a própria morte. Esse milagre gerou temor em muitos corações, mas em dois corações em especial esse milagre gerou vida. O jovem voltou a viver para vida e a viúva voltou a ter vida pra continuar a viver. E tudo isso aconteceu graças a um Deus que resolveu parar uma marcha fúnebre, motivado pelas lágrimas de uma mãe imersa num silêncio cortante.

As duas multidões se encontraram em sentido oposto, mas o milagre da ressurreição fez com que todos se juntassem em uma só multidão. Jesus levou um novo significado de vida aos corações daqueles que choravam a dor de uma perda, por isso todos se uniram em torno do Mestre. O choro deu lugar à alegria, a morte deu lugar à vida, o pecado deu lugar a santidade, a enfermidade deu lugar a cura, o pecado foi perdoado, a destruição deu lugar a salvação e todos se convenceram de que diante de JESUS até a morte se prostra.

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