O marxismo e o cristianismo: Uma Reflexão de leve sobre os nossos dias

Olá pessoas tudo bem? Hoje em especial vou falar de um tema que aproxima duas paixões para mim, a sociologia e o cristianismo. Não sou teóloga e ainda não cheguei ao término de minha graduação em ciências sociais que ocorre no fim de 2011, mas gosto dos dois lados. Não sou especialista em sociologia da religião, sabe o porque de tanta explicação? è que já diz minha mãe prevenir sempre pra não doer depois, esse texto é fruto de reflexões minhas sobre textos de Karl Marx e autores correlatos do marxismo.

Me perdoem os acadêmicos, mas para esta que vos escreve, Marx e sua teoria a respeito do capital, da mercadoria e da mais-valia são de suma importância pra refletirmos a sociedade em que vivemos. O que mais me chama atenção é quando observo os cristãos e a igreja atual estão se tornando peças manipuláveis de um sistema que além de econômico tornou-se mote da forma cristã de pensar a igreja e seus valores. Aqui faço uma reflexão do assunto, baseando na leitura que fiz de trechos de Karl Marx e seus escritos econômico-filosóficos que posso revelá-los pra quem quiser no Mente Social.

Para Marx a Mercadoria é  fruto do trabalho do homem em algo que provem da natureza e é por causa da relação gerada pela mercadoria produzida e o interesse do homem pela troca dela por capital para obter outra, sempre com o objetivo de gerar capital e de acumulá-lo, tanto o trabalhador como o vendedor se tornam “escravos” alienados a ela. Acredito que olhando a igreja que temos hoje e os mercadores da fé, os milagres, as vitórias e os ganhos materiais ainda fazem parte de seu pacote, mas a mercadoria não é mais o bem material ou imaterial, agora a mercadoria é o homem.

E digo isso por experiência própria , o @mauriciozagari falou no seu ultimo texto sobre redes sociais e números e a igreja em que vivemos, foi o estopim pra tirar esses pensamentos sobre o marxismo que estavam espalhados em textos ainda não revelados nesse blog que me fizeram trazer o assunto a tona. Participei de uma igreja, onde o objetivo do pastor era fruto do pensamento capitalista que grudado no mundanismo que hoje impera no nosso meio, tem tomado corpo e contaminado igrejas, ouvi dele que mais valia investir em um programa de tv da igreja do que auxiliar os departamentos de evangelismo e missões, a tv era uma missão.

Ao ouvir essa fala, fiquei arrasada e estarrecida por que nunca pensei que tal pessoa o faria. Ele chamava a igreja pra investir na construção de um novo templo pra que pudesse ter mais membros e muitas vezes ressaltava que seria maior que tal ou tal monumento, próximo de uma igreja grande, ou seja ele queria mais gente, mais número. Não parou para pensar no que a alienação produzida pela lógica capitalista que tomou forma no meio evangélico, estava tomando conta do que era ser igreja, vidas nada valiam, o que lhe valiam era números, quanto mais gente além de fulano seria melhor. A que ponto chegamos, o mercado saiu de fora do templo e entrou pra o altar, como permitimos chegar a esse ponto?

Para isso usamos campanhas daqui e de lá e tentamos angariar mais e mais fundos para construir um templo maior até chegarmos a suntuosidade do absurdo querer reproduzir o templo de Salomão e te pergunto pra quê? O homem que disse que a religião era o ópio do povo: Marx pra mim. tornou-se um profeta dos dias da igreja do século 21. Uma igreja rica de aparência, mas cega e nua como diz Jesus em Apocalipse. Pergunto-me qual será o salário desses pastores e líderes na eternidade? O que aconteceu com o evangelho do dois ou três reunidos em meu nome, foi invalidade pela quantidade da mercadoria? Já parou pra pensar que é por isso que hoje não se investe no esclarecer o membro sobre o que é a bíblia e a simplicidade do evangelho?

Se a economia move a sociedade e a globalização do ideal capitalista de mundo é uma realidade no meio cristão, qual será o futuro? Está mais do que claro, que é para a Religião do Anticristo que as coisas estão sendo preparadas e que muitos ficarão para serem pastores nessa época. Eu não quero ser uma delas e você?

Esse texto é fruto de reflexões baseadas no textos sobre o trabalho e o homem alienado de Karl Marx nos escritos econômico-filosóficos de 1844 e câmara escura de Jesus Ranieri que será pormenorizados em meu blog sobre sociologia que está com o link mais em cima. A reflexão não terminou, ela pode ser continuada com seus comentários , logo abaixo. Se tiver alguma dúvida e idéia comente também, o que passei é só uma pontinha do imenso iceberg da atualidade.

Fiquem na paz!!!!

Anamaria M. Vieira
@anamodesto 

Original: notasderodape

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