Livro: É Cristã a Igreja Evangélica?

“Albert Camus foi um filósofo francês. Um dos ícones do pensamento humanista existencialista, seus livros tocaram profundamente a alma humana do povo europeu, cuja desesperança, após a Segunda Guerra Mundial, foi sua marca mais patente. Ele mesmo, órfão de pai, criado pela mãe e pela avó na mais cruel pobreza, marcado pela dor da doença na infância e pelas atrocidades de Hitler quando adulto não se animava muito com a própria vida. A tragédia humana, o absurdo, o suicídio como solução final são termos comuns no vocabulário de Camus, um homem que perdeu toda a fé na humanidade, e, que a via como tendo sido empurrada para dentro da existência sem qualquer conhecimento de suas origens, nem qualquer expectativa de futuro.

Esse é um retrato resumido, porém suficientemente desolador, de um homem que se vê abandonado, carente de melhores perspectivas de vida, perspectivas reais de vida e de esperança. Alguém dirá que Camus necessita de vida, com tudo de bom e normal que essa palavra signifique.”

Este texto é a Introdução da obra É Cristã a Igreja Evangélica?, de Magno Paganelli (Arte Editorial, 2009). A obra discute as barreiras que denominações e sistemas teológicos impõem ao Cristianismo e ao acesso à pessoa de Jesus.

A pergunta que dá título a este livro soa estranha ou, mesmo, contraditória. Mas, considerando a exortação do apóstolo Paulo, quanto à existência de ”outros evangelhos”, a pergunta torna-se adequada e a reflexão, urgente. Dentre as questões que o cenário eclesiástico nacional suscita, destacam-se algumas por sua relevância: O evangelho que sustenta e ”inspira” determinadas práticas e modelos atuais é o mesmo anunciado por Jesus Cristo?

A tradição, que certamente possui seu valor, tem protegido os cristãos do assédio do pecado? Ou tem, ela mesma, forçado a Igreja a um compromisso exclusivista e alienante da sua relação com texto bíblico?

De que modo os ”donos de igrejas” têm adotado manobras para consolidar impérios pessoais, em vez de se ocuparem com o Reino de Deus?

Alguns dos problemas que podem ser vistos hoje, na Igreja, são recorrentes; manifestaram-se no passado, apenas com outra roupagem. Como então identificar seus modernos disfarces, em meio a tanta aparência de piedade?

Este texto conduz-nos à reflexão sobre a tríplice base de diagnóstico, a partir da qual a Igreja brasileira pode começar sua reforma interna: o excesso de institucionalização nos setores reformados; a visão de “império pessoal” e não de Reino de Deus; a falta de “preparo para preparar”, ou, descaso com Palavra de Deus como única autoridade de fé e prática. Tenho certeza de que esse texto nos ajudará a refletir sobre os caminhos de uma igreja que precisa se repensar. Boa leitura!”. (Ariovaldo Ramos)

Arte Editorial:  http://goo.gl/Wamf

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