O Evangelho. 2

As designações do Evangelho são:

O Evangelho do Reino e quando uso este termo não estou especialmente pensando em qualquer aplicação dispensacionalista, mas na bendita verdade que somente crendo no Evangelho é que os homens podem nascer de novo no Reino de Deus. Nós cantamos um hino falando da visita noturna de Nicodemos a Jesus, na qual Jesus fala do novo nascimento. Mas, nenhum de nós poderia conseguir tal milagre [nascer de novo] pelo nosso próprio esforço. Nada tivemos a ver com o nosso primeiro nascimento e nada teremos a ver com o segundo nascimento. Ele deve ser uma obra exclusiva de Deus, a qual é operada através do Evangelho: “Não te maravilhes de te ter dito: necessário vos é nascer de novo” (João 3:7). Também, na 1 Pedro 1:23-25, lemos: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do Senhor permanece para sempre”. Este é o Evangelho do Reino.

Ele também é chamado…

O Evangelho de Deus. Porque ele provém de Deus e é totalmente dEle. Homem nenhum jamais imaginou um Evangelho como este. O simples fato de que todas as religiões do mundo estabelecem que o homem deve operar a própria salvação indica o fato de que homem nenhum jamais teria sonhado com um Evangelho assim como este que foi revelado no Livro. Ele proveio do coração de Deus e é “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). Também lemos na 1 João 4:9-10: “Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados”. E por ser ele o Evangelho de Deus, o Senhor é muito zeloso em relação ao mesmo. Ele deseja conservá-lo puro, sem a mistura de quaisquer termos e leis dos homens. Ele não quer vê-lo apresentado com ordenanças religiosas ou qualquer coisa deste tipo. O Evangelho é a pura mensagem do próprio Deus para o homem pecador. Deus permitiu que você e eu pudéssemos recebê-lo, na exata verdade, como sendo o Evangelho de Deus. E assim ele é chamado.

O Evangelho do Seu Filho. Não simplesmente porque o Filho andou pregando o Evangelho, mas porque Ele é o tema central do mesmo. Em Gálatas 1:15-16, Paulo diz: “Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue” Na 1 Coríntios 1:23-24, ele diz: “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”. Ninguém pode pregar este Evangelho sem exaltar o Senhor Jesus Cristo. Ele é a maravilhosa mensagem de Deus sobre o Seu Filho. Quantas vezes tenho ido a encontros, nos quais me haviam dito que iriam pregar o Evangelho e escutei um exaltado pregador falar para uma exaltada audiência sobre qualquer assunto, exceto sobre o Senhor Jesus Cristo. O Evangelho tem tudo a ver, exclusivamente, com Jesus Cristo. Ele é o Evangelho do Filho de Deus; por isso é assim chamado.

O Evangelho de Cristo. Pregando no dia de Pentecoste, o Apóstolo Pedro assim falou a respeito do Salvador ressuscitado: “Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4:10,12). Paulo diz, na 1 Coríntios 15:17 “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”. Alguns anos atrás, um grande pregador nova-iorquino (grande na impertinência) teve audácia de dizer, num sermão da Páscoa: “O corpo de Jesus continua dormindo numa tumba síria, porém sua alma continua em marcha”. Este não é o Evangelho de Cristo. Não estamos pregando o Evangelho de um Cristo morto, mas de um Cristo vivo, o Qual está assentado à destra do Pai, vivo para salvar todos os que põem sua confiança NELE. Esta é a razão por que nós, que conhecemos o Evangelho de Cristo, não usamos crucifixos nas igrejas nem nas casas. O crucifixo é o símbolo de um Cristo morto, languidamente pendurado numa cruz de vergonha. O nosso Cristo, conforme O apresentamos aos homens, é um Cristo vivo, não morto. Ele vive exaltado à destra de Deus Pai e salva todos os que a Ele se achegam.

O Evangelho também é chamado…

O Evangelho da Graça de Deus. Porque ele não deixa espaço a qualquer mérito humano, simplesmente liquidando toda pretensão de bondade e coisa alguma que não seja o julgamento. Ele é o Evangelho da Graça e graça é um favor imerecido, que é dado a quem merece o contrário. Ele não se mistura, a exemplo do óleo com a água. Lemos em Romanos 11:6: “Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra”. Algumas pessoas dizem: “Mas podemos ter as duas coisas”. Por isso coloquei o assunto desta maneira: Certa vez dois teólogos viajavam num barquinho. Um deles argumentava, tentando provar que a salvação é pela fé, enquanto o outro dizia que era pelas obras. O barqueiro os escutava e resolveu se pronunciar: “Permitam-me dizer como isto me parece. Suponhamos que eu chame este remo de fé e este outro de obras. Se eu uso este remo, o barco fica rolando. Se eu uso o outro, o barco vai para um lado. E quando eu uso os dois, o barco consegue atravessar o rio”. O mal é que muitos pregadores estão usando esta ilustração, tentando mostrar que a salvação é pela fé mais obras. Até que isto poderia funcionar, caso estivéssemos indo de barco para o céu, porém não estamos. Somos carregados nos ombros do Pastor, o Qual veio buscar as ovelhas perdidas e, quando as encontra, coloca-as sobre os ombros.

Continua no próximo  post “O Evangelho 3″…

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