Adotados, co-herdeiros parte D final.

O testemunho do Espírito Santo é muito mais convincente que o de nosso espírito,

“porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (I Coríntios 2.10).

O nosso perdão ocorre na mente de Deus, e o Espírito Santo, penetrando as profundezas de Deus, as quais nenhum ser humano pode atingir, dá testemunho de que fomos perdoados.

familiaO testemunho do Espírito pode ser definido como a certeza que o homem tem em Deus de que os seus pecados foram perdoados e de que foi reconciliado pela graça divina. Esta é a nossa convicção: os que verdadeiramente crêem em Cristo e se esforçam para andar no caminho de Deus podem, pela fé baseada nas promessas de Deus e pelo Espírito que os habilita a descobrir o favor divino, ter a infalível certeza de que são salvos.

O ser humano, portanto, obtém de Deus a certeza de que os seus pecados foram perdoados. E o testemunho do Espírito é aquela sensação interior na alma, pela qual o Espírito Santo de Deu testifica ao nosso espírito que somos filhos de Deus, que Jesus Cristo nos amou e entregou a própria vida por nós, e que todos os nossos pecados foram apagados, e fomos reconciliados com Deus.

O testemunho do Espírito difere do testemunho de nosso espírito, pois é direto, simples e não deixa dúvidas. Muitas vezes – talvez quase sempre – ocorre antes do testemunho de nosso espírito. Ele sempre toma a dianteira no caso de pessoas que não recebem instrução adequada. As conversões mais espetaculares acontecem assim. a testemunho de Deus chega ao coração primeiro’ e só depois se une ao testemunho do espírito humano.

O testemunho do Espírito Santo também pode vir depois. O cristão talvez não esteja certo de que realmente experimentou a conversão. Ele pode, nesse caso, perguntar diretamente a Deus, comunicar-se com Ele, e obterá resposta:

“Aquele que fez o ouvido não ouvirá? E o que formou o olho, não verá? Aquele que argüi os gentios não castigará? E o que ensina ao homem o conhecimento, não saberá?” (Salmo 94:9-10).

A visão, a audição e os demais sentidos nos foram dados para que nos comuniquemos uns com os outros. Mas Deus pode comunicar-se com a nossa alma sem a intervenção deles.

O modo como o testemunho do Espírito Santo nos é comunicados é um verdadeiro mistério, “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (João 3.8). Esse testemunho renova-se muitas vezes na experiência do cristão. Nenhuma dúvida pode permanecer diante do Senhor,

“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” (2 Coríntios 4.6).

Alguém pode se perguntar qual a necessidade de dois testemunhos. Um só não bastaria? O testemunho de nosso espírito é necessário não para confirmar o testemunho do Espírito Santo mas para nos dar a certeza de que este é verdadeiro:

“Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus” (I João 3:21).

Entretanto, as emoções humanas são mais complicadas por isso a necessidade de um testemunho direto. Que faria o ser humano se fosse guiado apenas pelo próprio coração? Por esse motivo, Deus não deixa a nossa alma sem orientação, e a sua comunicação é direta. Ele nos diz: “Os teus pecados te são perdoados”. E então temos certeza de que somos filhos de Deus.

Outra dificuldade para a falta de testemunho é a iniqüidade natural do coração humano. Assim como iremos confiar em nosso julgamento apenas? Precisamos de uma testemunha infalível, e essa testemunha é o Espírito Santo. Alguns abusam dessa doutrina. Alegando direção do Espírito Santo, acrescentam coisas à revelação de Deus. Mas o único pon-to sobre o qual essas duas testemunhas estão comprometidas a testemunhar é este: “Sou realmente filho de Deus?”. Que estes testemunhos estejam juntos: a resposta positiva de nossa consciência para com Deus, e o testemunho do Espírito Santo. É o que nos basta.

A possibilidade de comunicação direta entre Deus e os seus filhos desfaz os argumentos da necessidade de confissão auricular e a doutrina da absolvição sacerdotal. Se temos o privilégio de receber a absolvição do próprio Deus, seria razoável dizer que o homem que diz a outro: “Os teus pecados estão perdoados” está querendo tomar o lugar de Deus.

O crente deve cuidar em dar bom testemunho e clamar continuamente a Deus, até que o Espírito Santo lhe fale ao coração:”Aba, Pai!”. Sem esse testemunho, ele não alcançará paz estável nem conseguirá superar as dúvidas e temores.

Mas quando recebemos o Espírito de adoção, Ele nos traz essa “paz que excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7) e que afasta qualquer dúvida ou temor. Ele guarda o nosso coração e os nossos sentimentos em Cristo Jesus e nos fará produzir o genuíno fruto do Espírito.

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