Adotados, co-herdeiros – parte A

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no início do mês de agosto, uma nova Lei Nacional de Adoção. Pelas novas regras, as crianças e adolescentes não devem ficar mais do que dois anos nos abrigos de proteção, salvo alguma recomendação expressa da Justiça.

ADO_ONo sentido legal, pode-se dizer que a adoção é o ato pelo qual alguém recebe um estranho no seio da família, reconhecendo-o como filho e o constituindo seu herdeiro. No sentido bíblico, porém, é o alo da livre graça de Deus pelo qual, no momento em que somos justificados pela fé em Cristo e regenerados pelo poder do Espírito Santo, somos recebidos, na família de Deus, chamados seus filhos e feitos herdeiros da herança celestial.

A Justificação, a Regeneração e a Adoção, embora produzidas no mesmo instante e ao mesmo tempo, são bem diferentes quanto a natureza. A Justificação remove a nossa culpa, que é uma barreira à nossa admissão na família de Deus. A regeneração muda o nosso coração, preparando-nos para admissão na nova família. A Adoção e que de fato nos reconhece como filhos de Deus remidos por Cristo, lavados no Seu sangue, santificados pelo Espírito Santo e admitidos à relação de herdeiros do Pai Celestial.

A necessidade da adoção baseia se na queda do homem e na conseqüente separação de Deus. Paulo, falando de nosso estado decaído, do qual a adoção nos livra, diz:

“Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz;… A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora, contudo vos reconciliou” (Colossenses 1:12 e 21).

Afirma ainda o apóstolo:

“que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Efésios 2:12).

Assim, da condição de estranhos, inimigos e maus, passamos a ser filhos de Deus, pela adoração.

A adoção resulta em libertação:

“Não recebestes o espírito escravidão, para, outra vez estardes em temor” (Romanos 8:15).

Não somos mais escravos do pecado nem de nossos temores. Agora somos filhos de Deus e dele recebemos bens espirituais e amor paterno.

Pela adoção, adquirimos também confiança filial em nosso Pai. Deus nos recebe não como estranhos e inimigos, mas esta é a sua promessa aos arrependidos:

“Sai do meio deles, e apartai -vos, diz o Senhor e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei: e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso” (2 Coríntios 6:17,18).

O estudo de adoção concede-nos todos os privilégios da Igreja na terra: a influência consoladora do Espírito Santo, a direção de Seu conselho, a proteção de Sua graça e o penhor da herança eterna dos santos na glória. Bem disse o apostolo João:

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (I João 3:2).

Continuaremos o assunto publicando em breve a  parte B do artigo.

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