Praça da Paz Celestial – 20 anos

Tianasquare

Ainda não sabemos o que aconteceu com esse homem corajoso e desafiador, que ficou sozinho para enfrentar uma coluna de tanques.

Ainda não sabemos quantas centenas, talvez milhares de outros civis desarmados, foram mortos e feridos entre 15 de abril e 4 de junho de 1989, na série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, que ficou conhecido como “Protesto na Praça da Paz Celestial” (praça Tiananmen, em Pequim). E não podemos ter a certeza de quantos manifestantes que pediam democracia e liberdade no fatídico junho de 1989 ainda estão na prisão.

Os manifestantes (em torno de cem mil) eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas. O acontecimento que iniciou os protestos foi o falecimento de Hu Yaobang (um líder na China). Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacíficas nas ruas de Pequim.

Devido aos protestos e às ordens do governo pedindo o encerramento dos mesmos, se produziu no Partido Comunista uma divisão de critérios sobre como responder aos manifestantes. A decisão tomada foi suprimir os protestos pela força, no lugar de atenderem suas reivindicações.

As estimativas das mortes civis variam: 400 a 800 (New York Times), 2.600 (segundo informações da Cruz Vermelha chinesa) e 7.000 (segundo os manifestantes). O número de feridos se estima entre sete mil e dez mil. Diante da violência, o governo realizou um grande número de prisões para suprimir os líderes do movimento, expulsou a imprensa estrangeira e controlou completamente a cobertura dos acontecimentos na imprensa chinesa. A repressão do protesto pelo governo da República Popular da China foi condenada pela comunidade internacional.

No dia 5 de junho, um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. O fotógrafo Jeff Widener (AP) registrou o momento e a imagem do “Tank Man” ainda inspira-nos.  O rapaz, que ficou conhecido, foi eleito pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do século XX. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje.

Passados 20 anos (demasiado tempo), ainda não há descanso para o mundo e o povo chinês manter-se empenhados na busca de respostas.

A Anistia Internacional está trabalhando e conta com sua colaboração.  Se você acredita que, como eu, que o povo da China merece justiça e o direito de  saber o que realmente aconteceu em Junho de 1989 assine a petição

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará… Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (João 8:32-36)

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