Aborto de Anencéfalo – Audiência pública no STF

Na última semana e nesta estamos acompanhando o debate na audiência pública no STF (Supremo Tribunal Federal), sobre a liberação do aborto para bebês anencéfalo.

Literalmente, anencefalia significa ausência do encéfalo. Essa definição é falha, uma vez que o encéfalo compreende, além do cérebro, o cerebelo e o tronco cerebral. O bebê anencéfalo, embora não tenham cérebro, ou boa parte dele, tem o tronco cerebral funcionando. O tronco cerebral é constituído principalmente pelo bulbo, que é um alongamento da medula espinhal. Controla importantes funções do nosso organismo, entre elas: a respiração, o ritmo dos batimentos cardíacos e certos atos reflexos (como a deglutição, o vômito, a tosse e o piscar dos olhos).

Na audiência pública vários representantes da sociedade e com alguns representantes ditos “religiosos” na audiência pública. Que lógica explica o convite aos representantes da sociedade? Notamos a falta dos representantes da Igreja Ortodoxa, Presbiteriana, Batista, Luterana, Pentecostal bem como de outras entidades cristãs que defendem a vida. Porém dois, em particular, ofendem a inteligência, havendo uma, de pessoas favoráveis ou contrárias ao aborto de anencéfalo. No caso, falaram a favor.

Comecemos pelas tais “Católicas pelo Direito de Decidir”. Estarem estas senhoras representadas numa audiência pública é uma ofensa à lógica e à religião. Ofende a lógica porque elas são militantes pró-aborto. As ditas católicas não são favoráveis ao aborto de anencéfalo apenas. Não! Elas são favoráveis ao aborto, qualquer um. De bebês com cérebro também. Para elas, um miolinho a mais, um a menos, tanto faz. Não falam em nome dos católicos. Falam em nome de sua entidade. Mas ofendem também a religião. Como podem se dizer católicas se renegam um princípio básico da religião cristã? A CNBB apresentou sua posição que é plenamente contraria a qualquer forma de interrupção de gravidez.

Quanto a Igreja Universal do Reino de Deus, dizer o quê? Vejam o trecho que cita o “bispo” para dizer que a Bíblia admite o aborto: “Um homem, embora crie cem filhos, viva numerosos anos e numerosos dias nesses anos, se não pôde fartar-se de felicidade e não tiver tido sepultura, eu digo que um aborto lhe é preferível”. Aqui o “Bispo” demonstra rasteiramente a sola scriptura, princípio de Lutero que defende o uso das escrituras como único ponto genuíno de fé, incluindo a livre interpretação. Não há endosso. É o exato oposto. E eis o grande problema, a palavra aborto citada no livro de Eclesiastes provém do hebreu nephel que tem sua raiz na palavra num-peh-lamed, “aquilo que cai“, e na verdade significa uma pessoa que não chega a nascer.

Acontece que em algumas línguas, como a portuguesa, a mesma palavra, aborto, é usada para traduzir tanto um abortamento espontâneo como um provocado. É ambígua. Mas em outras línguas, como as anglo-saxônicas, por exemplo, que possuem palavras e expressões distintas para expressar diferentes tipos de aborto, acaba-se traduzindo a palavra nephel justamente para seus correspondentes de aborto espontâneo ou de complicação de parto. É o que nos mostra abaixo o trecho de Eclesiastes 6:3 retirado da bíblia em língua inglesa e em castelhano:

I say, that an untimely birth is better than he“. (King James).

En ese caso digo que un recién nacido fallecido es más feliz que él” (Bíblia Latino-americana).

A Bíblia não defende o aborto (ver os textos: Êxodo 21:22, Jeremias 1:5, Salmo 22: 10-11, Salmo 71:6, Salmo 138, Salmo 139, Eclesiastes 8:8, Jó 10: 8-12), como o “bispo” quer dar a entender, como na verdade a Bíblia quer é incentivar o homem a uma vida de felicidade, de bem-aventurança, de amizade de Deus. Esta é a mensagem real do trecho e o seu verdadeiro contexto, deixado de lado pelo “bispo”: uma vida sem Deus é vazia de sentido a ponto de ser tão inútil quanto a própria inexistência.

O fato é que utilizar “texto fora de contexto é pretexto para heresia”.

Com relação a audiência pública e o julgamento do STF, podemos dizer como dizia minha avó: “pelo andar da carruagem já se sabe onde vai chegar”

O cristão é a favor da vida, independente das circunstâncias, pois cremos no DEUS do impossível, Aquele que tudo pode o Senhor dos céus e da terra.

O Impossível, DEUS faz.

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