STF liberou a utilização de células-tronco

Em uma votação controversa, por seis a cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a utilização de células-tronco embrionárias para aplicação em pesquisas científicas e terapias. Os ministros haviam retomado o julgamento na manhã de ontem, avaliando uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) impetrada pelo ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, contra o polêmico trecho da Lei de Biossegurança que permite o uso de células-tronco de embriões.

O julgamento começou em março. A discussão foi interrompida por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Na quarta (28/05), o tema voltou à pauta do STF. Depois de quase 11 horas, o julgamento foi novamente suspenso e concluído nesta quinta (29/05), após quase cinco horas de sessão.

Comentários

Lygia da Veiga Pereira, professora da Universidade de São Paulo (USP) e uma das pioneiras nas pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil.

Segundo Pereira, embora a decisão do STF só tenha saído agora, o governo sempre passou a mensagem à comunidade científica para continuar com as pesquisas.

“O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) ignorou (o questionamento), continuava a dar dinheiro para a pesquisa. A mensagem era ‘toquem a vida normalmente'”, diz Pereira.

Ainda assim, a cientista diz esperar que a definição legal aumente o interesse da comunidade científica pelas pesquisas e atraia investimentos da iniciativa privada.

Células-tronco são células capazes de se multiplicar e se diferenciar em variados tecidos do corpo humano; as células-tronco extraídas de embriões são consideradas as mais promissoras para tratamento de doenças, especialmente degenerativas, por causa da sua grande capacidade de diferenciação.

Apesar do potencial, as células-tronco embrionárias podem ser também bastante instáveis quando manipuladas em laboratório, o que torna particularmente difícil o estabalecimento das chamadas linhagens.

Embora alguns cientistas discutam a importância de o país ter uma linhagem “made in Brazil” para desenvolver pesquisas nessa área, Pereira argumenta que abrir mão disso seria “perder a autonomia de poder estabelecer linhagens próprias, que vão ser muito importantes para uso em terapias”.

Mito

Já a cientista da Escola Paulista de Medicina/Unifesp Alice Teixeira, que é contra qualquer tipo de pesquisa com embriões, questiona o potencial terapêutico das células embrionárias.

“Criou-se um mito, dizendo que é uma panacéia, que vai se curar tudo. Você tem 25 países pesquisando isso há 25 anos e até agora nada”, diz Alice, destacando os riscos de o organismo rejeitar células transplantadas.

“Você vai matar embriões, o que do ponto de vista ético é inaceitável, sem necessidade”.

Para Teixeira, os pais que geram embriões em clínicas de fertilização in vitro deveriam ser responsabilizados pelo destino dos embriões que não quiserem gestar, eventualmente até procurando pais que queiram adotá-los.

Embora apóie as pesquisas, o imunologista e coordenador do Instituto do Milênio de Engenharia Biotecidual (IMBT), ligado a Fiocruz, Ricardo Ribeiro dos Santos, concorda que é uma falácia dizer que as pesquisas com células-tronco “vão resolver tudo”.

“A gente não sabe ainda como manipular no sentido de resolver essas doenças (degenerativas)”, disse. “No mundo inteiro, ainda não há protocolo utilizando essas células para tratamento de doenças”.

Cristianismo

Os cristãos são a favor das pesquisas com células troncos desde de que não sejam embrionárias. Podem ser realizadas com células retiradas da medula óssea, cordão umbilical e sangue. Porque a pressa para se utilizar embriões para manipular células? Essa pressão esconde o real interesse de muitos, nas pesquisas de clonagem humana. Esse passa a ser o real interesse embutido nessa pressão para obter autorização para a manipulação de embriões. A questões terapêuticas são relegadas a segundo plano.

A igreja cristã que tem na Bíblia Sagrada, a regra de conduta e fé, defende a vida e a verdade, pois como relatado na epistola de I Timóteo no capitulo três e verso 15: “Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade”; não há como um cristão defender outra regra a não ser a verdade.

A vida é um dom de Deus, expressa no livro de Atos dos Apóstolos no capítulo 17 nos versos de 25 a 28: “nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós; porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois dele também somos geração”.

Ezequiel 18:4

Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.

Salmo 24:1

DO SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.

A defesa da vida não é uma questão meramente de leis humanas, mas de se considerar, acima de tudo, o que Deus diz sobre o assunto. Podem ridicularizar quem assim pensa, mas o que realmente conta é estar em conformidade com princípios científicos e respaldados pela Palavra de Deus.

A vida é um dom de Deus e cabe a Deus a soberania e autonomia para interrompê-la.

Pr. Wlademir – ADBR

Fontes:
BBC-Brasil – http://www.bbc.co.uk/portuguese/
G1-Globo – http://g1.globo.com/
Portal Terra – http://www.terra.com.br/
Bíblia Sagrada – http://www.bibliaonline.com.br/

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Um comentário sobre “STF liberou a utilização de células-tronco

  1. Bem lembrada a questão da panacéia em que se transformou as células-tronco. Muito bem lembrado também que em 25 anos e 25 países pesquisando e até agora NADA!
    O homem falível se acha no direito de brincar de Deus e colherá as conseqüências dessa atitude. É risível como alguns pesquisadores e gente que estudou direito e se tornou juiz do próximo se levantem contra a fé, Deus, como se isso pudesse ser descartado sem resultados graves para toda a sociedade.
    São tempos do fim. Quem tem ouvidos ouça o que essa indiferença a Deus representa em relação à iminente volta do Senhor Jesus!

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