União das duas naturezas

Jesus recebia, sem protesto, culto que só Deus é digno de receber: “Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus” (Mateus 14:33). “E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.” (Atos 7:59). Estes textos são claros: Jesus Cristo recebia a honra que é devida somente a Deus. Por fim, ele é representado como Salvador do mundo. Bem poderíamos temer se nossa esperança estivesse fundada sobre uma mera criatura. Mas graças a Deus, aquele em quem confiamos como o nosso refúgio e redentor possui ma perfeição infinita. Ele possui os títulos e atributos divinos, realizou obras miraculosas e recebeu honras que não podem ser dadas a ninguém, se não ao Grande e Supremo Deus. Para ele seja a glória e domínio para sempre. Amém.
Já abordamos a humanidade e a divindade de Cristo, vamos agora considerar a união dessas duas naturezas em uma só pessoa.
Estes dois princípios, ou seja, essa duas naturezas se autocomplementam e a unidade de ambas em uma só pessoa é a única chave para entendermos a doutrina neotestamentária de que o Senhor Jesus é ao mesmo tempo verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Os céticos perguntam: Se Jesus Cristo fosse verdadeiro Deus, como podia ele nascer e morrer? Como podia crescer em sabedoria e estatura? Como…? A resposta para estas questões é: Ele também foi homem. Por outro lado, causa admiração que um homem comum pudesse curar doenças com a sua vontade e sem apelar a qualquer poder mais alto, como Jesus Cristo fazia muitas vezes. Acalmar os ventos e as ondas, prever sua própria morte, perdoar pecados, ser exaltado sobre toda criatura no céu e na terra, estar presente onde estejam reunidos dois ou três em seu nome, estar com seus discípulos até a consumação dos séculos e que toda criatura dobrasse o joelho ao seu nome, possuir os atributos de Deus. Como se explica tudo isso em relação a Cristo? A explicação é que Jesus Cristo é Deus.
A união das duas naturezas em Cristo chama-se na teologia união hipostática. Isto significa que a união não é uma mistura e que o resultado é uma unidade pessoal. Há uma pessoa a quem pertencem tanto os tributos divinos como os humanos. Esta doutrina escriturística a respeito da pessoa de Cristo pode se resumir nas seguintes proposições:

Ele tinha uma natureza humana completa, isto é, um corpo real e uma alma racional.
Ele tem uma natureza divina verdadeira. É Deus.
Estas naturezas coexistiam inteiras e distintas, sem mistura ou confusão.
Ele é uma só pessoa.

Embora tenha duas naturezas e uma única personalidade, é a mesma pessoa divina que existe desde toda eternidade, que se fez carne, a qual é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele efetivamente sofreu, foi crucificado, morto e sepultado para reconciliar-nos com seu Pai. Este Cristo verdadeiramente ressuscitou dos mortos, tomando outra vez o seu corpo (agora glorioso) e subiu aos céus e ali está assentado no trono, até voltar para julgar os vivos e os mortos no dia do Juízo Final.

Na próxima semana “Procedência, Personalidade e Divindade do Espírito Santo”

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