A Humanidade de Cristo


Os gnósticos foram os primeiros que se opuseram à realidade da natureza humana de Cristo, ensinando que a divindade entrou em Jesus durante o seu batismo e saiu na véspera de sua paixão. Contra os erros dos hereges foi escrita a primeira epístola de João.

A objeção deles parecia basear-se num principio da filosofia dos antigos gregos: o de que a matéria está inseparavelmente relacionada com o mal. Esta teoria talvez tenha levado Marcião, em meados do século II, a reformar os ensinos dos gnósticos, sustentando que Cristo, em lugar de nascido de mulher, desceu do céu com aparência de um corpo humano em Cafarnaum, para anunciar aos homens a existência do principio do bem, até então desconhecido. Os marcionaistas diziam que o corpo de Jesus não era real, não passando de um fantasma ou sombra e que Jesus o usava para conversar com os homens. As diferentes formas de gnosticismo não negavam as afirmações nas Escrituras à humanidade de Cristo, mas afirmavam que elas só existiam de forma aparente, por isso foram chamados docetas ou fantasistas.

Enquanto esse grupo negava a existência real do corpo de Cristo, a heresia apolinária rejeitou a existência de uma alma humana em nosso Salvador e ensinava que a divindade supriu o lugar dela. Portanto tanto uma como outra dessas teorias negavam a própria humanidade de Cristo e ambas foram igualmente condenadas pela igreja cristã. Nós cremos na plena humanidade de Jesus.Cremos que ele possuía um cropo e uma alma realmente humanos. Podemos ter certeza de que Cristo possuía um corpo humano pelas seguintes considerações:

Pelas passagens bíblicas que falam do seu nascimento. Oitenta e uma vezes ele é chamado “Filho do Homem”. Paulo, falando dele, disse: “… nascido de mulher” (Gálatas 4:4). “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo” (Hebreus 2:14,17).

Também naquelas passagens que falam do seu desenvolvimento, desejos e experiências físicas de Jesus: “E crescia Jesus em sabedoria e em estatura” (Lucas 2:52); “… depois teve fome” (Mateus 4:2); “… tenho sede” (João 4:6); “Jesus, pois cansado do caminho…” (João 4:6); “Jesus chorou” (João 11:35).

Todos estes detalhes, juntamente com a morte e sepultamento Dele, confirmam que ele possuía um corpo suscetível às mesmas experiências que nós temos, um corpo realmente humano.

Que Cristo possuía uma alma humana evidencia-se pelos seguintes fatos: uma alma humana consiste em sensibilidade, entendimento e vontade; logo se defendemos que Cristo possuía sensibilidade, entendimento e vontade humana, fica claro que ele possuía uma alma humana.

Cristo possuía uma sensibilidade humana. É verdade que Deus tem sensibilidade em um sentido absoluto; mas em Cristo achamos também uma sensibilidade finita, semelhante àquela que encontramos nos demais homens. “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”. (Hebreus 4:15)

Os únicos canais pelos quais a tentação pode chegar à alma humana são: apetites carnais, imaginação que leva à presunção e ao fanatismo e ambição pessoal.

Jesus foi sensível a todos esses canais e por isso em tudo foi tentado como nós, como vemos demonstrados no capítulo 4 do Evangelho de Mateus. A divindade Dele não poderia ser tentada por essas coisas: “… porque Deus não pode ser tentado pelo mal…” (Tiago 1:13). Por isso seria impossível que Cristo fosse tentado sem possuir ao mesmo tempo a sensibilidade humana.

A sensibilidade humana de Jesus revela-se nas seguintes passagens:
Tristeza e angustia: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte” (Mateus 26:38);
Sofrimento: “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito” (Isaías 53:10-11);
Sabedoria e crescimento humano: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lucas 2:52);
Entendimento finito e humano: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Marcos 13:32).

Com um corpo real e uma alma humana, fica demonstrada a plena humanidade de Cristo. Apesar disto, a humanidade de Cristo seria de pouco valor se ELE fosse somente homem. ELE também é Deus. Nós adoramos a um Cristo vivo.

Próxima semana: Divindade de Cristo.

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2 comentários sobre “A Humanidade de Cristo

  1. Falar sobre a humanidade de Cristo Jesus é como nos colocarmos a tentar compreender a nós mesmos como seres humanos e nossa necessidade de conhecer a divindade de nosso Deus. Quando Jesus veio ao mundo em corpo e sangue, nos conheceu e nos amou como iguais, nos trouxe a certeza de que Deus nos observa e nos quer ao Seu lado, como Ele mesmo em Sua infinita bondade veio até nós. Louvado seja o nosso Deus amado, à Ele todo poder, toda honra e toda a glória, agora e para sempre…Amém!

  2. MUITO OBRIGADO POR ESSE SITE. Obrigado por esse ensinamento a respeito da humanidade de Jesus. Como pôde ELE me amar de tal forma? Como pôde ELE tornar-se humano para assumir o meu lugar? Eu naõ mereço. COMO ELE É BOM!
    ATÉ CHOREI.

    OBRIGADO POR DEMONSTRAREM O AMOR DE JESUS POR MIM.

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