A língua de Jesus tenta sobreviver à televisão e à internet

2008 Abril 23
by wlademirps

Uma reportagem realizada por Robert F. Worth para o “The New York Times”, do dia 22 de abril de 2008, mostra o declínio do aramaico, idioma falado na época em que Jesus habitou na Terra. Abaixo apresento alguns trechos dessa reportagem:

Elias Khoury, 65 anos, grisalho e acamado, ainda consegue se lembrar dos dias em que os velhos em sua aldeia em uma encosta falavam apenas o aramaico, a língua de Jesus. Naquela época a aldeia, ligada à capital, Damasco, apenas por uma longa e sacolejante viagem de ônibus pelas montanhas, era quase inteiramente cristã, um vestígio de um Oriente Médio mais velho e mais diverso que existia antes da chegada do Islã.

“Está desaparecendo”, ele disse em árabe, sentado com sua esposa em uma cama na casa de pau-a-pique onde cresceu. “Eu não uso muito do vocabulário aramaico, de forma que esqueci”.

Malula, juntamente com duas aldeias vizinhas menores onde o aramaico também é falado, ainda é celebrada na Síria como uma ilha lingüística única. No Convento, em uma colina acima da cidade, meninas recitam o Pai Nosso em aramaico para os turistas, e livretos sobre a língua são vendidos nas lojas de presentes no centro da cidade.

Antes uma grande população que se estendia pela Síria, Turquia e Iraque, os cristãos de língua aramaica lentamente desapareceram, alguns fugindo para o Ocidente, alguns se convertendo ao Islã. Nas últimas décadas, o processo acelerou, com grandes números de cristãos iraquianos escapando da violência e do caos de seu país.

Com suas casas antigas situadas em uma fenda dramática nas montanhas, Malula (“entrada” em aramaico) antes era remota de Damasco, a capital Síria, e os moradores locais passavam suas vidas aqui. Mas agora há poucos empregos e os jovens tendem a se mudar para a cidade para trabalhar, disse Khoury. Mesmo quando retornam, a probabilidade é menor de falar o aramaico. O intercâmbio constante com a cidade grande, sem contar a televisão e a Internet, minou a separação lingüística de Malula.

Uma jovem de 17 anos, chamada Katya ofereceu algumas poucas amostras da língua: “Awafih” para olá, “alloy a pelach a feethah” para Deus esteja com você. Ela aprendeu aramaico principalmente em uma nova escola da língua em Malula, criada há dois anos para manter a língua viva.

Khoury sorri com as palavras, mas lembra de como em sua infância, há 60 anos, os professores batiam nos estudantes que empregavam o aramaico em sala de aula, aplicando a política do governo de “arabização”.
Continua…
Mas até mesmo a identidade cristã da cidade está desaparecendo. Os muçulmanos começaram a ocupar o lugar dos cristãos que emigraram, e agora Malula, antes totalmente cristã, é quase metade muçulmana, disseram os moradores. O aramaico também mudou ao longo dos séculos, assumindo elementos do árabe sírio. Mas a maioria dos moradores de Malula acredita que a língua ancestral de sua cidade ainda é a mesma falada por Jesus, e que ELE a falará quando voltar.

O aramaico que é a língua terrena falada por JESUS está em declínio, mas a linguagem do AMOR ministrada por JESUS e difundida através dos Evangelhos, aparentemente também está em declínio face ao pecado, violência, ganância, desprezo pela humanidade, negação dos sentimentos como a compaixão, a misericórdia e o perdão.

O Mundo cada vez mais se afasta da esperança de salvação, cada vez mais rejeita o Filho de Deus como Senhor e Salvador, preferindo entregar-se as suas próprias concupiscências.

Corrupção, Destruição, Guerra, Morte, Pecado, Pedofilia, Prostituição e Violência são as manchetes que dominam a mídia global e que movem o mundo. Uma descrição dos sentimentos da humanidade sem Deus encontramos na carta aos Romanos: “Estando cheia de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis e sem misericórdia”.

Todas as mensagens relacionadas ao Amor, Misericórdia, Compaixão e Salvação são relegadas ao segundo, terceiro… último plano. Atualmente o Mundo restringiu o amor, pura e simplesmente ao ato sexual, não considerando as suas inúmeras facetas, entre elas as apresentadas pelo apóstolo Paulo na primeira carta aos Coríntios: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

Como disse o Sr. Khoury: “Eu não uso muito do vocabulário aramaico, de forma que esqueci”, assim também como a humanidade não tem usado a linguagem do amor, da paz, da misericórdia e da compaixão, linguagem de Deus, essa provavelmente também cairá no esquecimento.

A Igreja não permitirá que isso ocorra.

Pr. Wlademir
ADBR – Assembléia de Deus Bom Retiro

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