Ouse encontrar com Deus todos os dias!

Igreja Perseguida

“Sempre agradecemos a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês, pois temos ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor que têm por todos os santos.” Colossenses 1.3,4

A Portas Abertas conta com você para partilhar sobre a realidade da perseguição cristã e o abuso aos direitos humanos por causa da fé em Cristo com seus familiares, amigos, colegas de trabalho, igrejas ou associações. Você pode nos ajudar reproduzindo nossas notícias nas redes sociais, convidando pessoas para conhecerem a Portas Abertas e divulgando nossos eventos, campanhas e materiais de apoio.

Guerra de doutrinas

A doutrina pentecostal é acusada de ser restrita aos primeiros cristãos, no tempo quando eram necessárias as suas manifestações com vistas ao evangelismo. Por sua vez, o movimento pentecostal é apontado como tendo surgido no século 20, o que significa a sua irrelevância durante quase dois mil anos de história do cristianismo, sem contar o desacordo com a interpretação que defende a sua extinção após o período apostólico (o chamado cessacionismo).

Ignorância da história, fazer tais afirmações, além, é claro, do erro hermenêutico. Embora Paulo tenha alertado sobre o abuso no uso de tal dom, o mesmo foi mantido embora com menos ênfase, evidentemente. Montano incentivou a busca do pentecostes, no que foi apoiado por dois dos Pais da Igreja, Tertuliano e Irineu. Com medo dos excessos (o que em si não depõe contra o dom em sí, mas contra a prática), Roma considerou Montano um herege e tudo o que fizera foi desconsiderado, mesmo algum componente positivo do seu movimento.

No quarto século, Agostinho, o mais expressivo teólogo da primeira fase da Igreja, escreveu: “Ainda fazemos o que os apóstolos fizeram quando impuseram as mãos sobre os samaritanos e invocaram o Espírito Santo sobre eles, mediante a imposição das mãos. Espera-se que os convertidos falem em novas línguas”. No mesmo quarto século, Pacômio, fundador do primeiro mosteiro, falava latim e grego, idiomas que não havia aprendido, habilidade que era atribuída ao dom do Espírito e que seria repetida nos séculos quatorze e dezesseis nas vidas de Vincent Ferrer e Francisco Xavier.

Mais de cinqüenta anos antes dos episódios na Azuza Street (1905), há relatos de ocorrência das manifestações pentecostais com o falar em outras línguas em países como Escocia, Suíça, Inglaterra, Armênia, Estados Unidos e Rússia. Além disso, relatos de nomes expressivos de denominações tradicionais como Billy Graham e Dwight Moody (ambos batistas), John Stott (anglicano), Rev. James I. McCord (presidente do Princeton Theological Seminary, presbiteriano), Dr. Ernest Wright (Harvard) e uma contundente declaração feita pelo Rev. Samuel M. Schoemaker:

“Sem importar o que significa o antigo-novo fenômeno do ‘falar em línguas’, o mais admirável é que se declare não apenas no seio dos grupos pentecostais, mas também entre os episcopais, os luteranos e os presbiterianos. Tenho visto pessoas que a têm recebido, e isto as tem abençoado e lhe dado um poder que não possuíam antes. Não pretendo entender este fenômeno. Mas estou razoavelmente certo de que indica a presença do Espírito Santo em uma vida, assim como a fumaça que sai de uma chaminé indica a presença de fogo por baixo. E sei, com certeza, que Deus quer entrar na igreja, corajosa, antiquada e autocentralizada, como geralmente ocorre, para que lhe outorgue uma modalidade de poder que a torne radiante, excitante, altruísta. Deveríamos procurar compreender e ser reverentes para com esse fenômeno em vez de desprezá-lo ou zombar dele.” (The Episcopalian, 15 de maio de 1968).

Esse é um aspecto do cenário que encontramos na fronteira das igrejas pentecostais e tradicionais. O ramo reformado (presbiterianos, igreja reformada e parte dos batistas) mantém a insistência e ênfase exacerbada na doutrina da predestinação. A Bíblia menciona a predestinação e ela é um capítulo dos quatro grandes volumes da obra de Calvino As Institutas. Repito: um único capítulo de uma enorme obra comporta por qiatro volumes. Sabemos que Theodoro Beza, biógrafo de Calvino, foi quem tomou a predestinação como carro-chefe em sua teologia e o próprio Norman Geisler, calvinista, pergunta se “Calvino era calvinista?” (Eleitos, mas livres, Ed. Vida).

De fato não era, como nenhum outro grupo desde o judaísmo até o pós-Reforma enfatizou tal doutrina como a da predestinação. Ainda que Paulo a incluísse no texto aos Romanos e Agostinho fizesse citação, ela nunca recebeu tamanha atenção como no último século, o que para muitos de nós demonstra que há algo errado com isso. Quando leio um livro escrito por um desses calvinistas não tenho como não se lembrar de casos como Ellen White, considerada herege por mitos reformados e mesmo pentecostal (a questão aqui não é esta). Por dar muita ênfase na “guarda do sábado” os adventistas têm sido considerados hereges. E a ênfase na predestinação não dá ocasião à mesma desconfiança? Pessoalmente tenho essa sensação.

Mas por que estou escrevendo isto? Qual a relação entre as línguas, o pentecostalismo, a predestinação e os adventistas? Uma relação que fica mais e mais evidente para mim é que há muitos casos nos quais as doutrinas, quando ocupam uma posição que não deveriam ocupar, geram mais divisões que unidade, promovem mais separações e conflitos do que agregam e esclarecem nossas mentes.

Precisamos estudar aprofundar temas, discutir pautas e levar a Igreja para fora de seus muros. Mas definitivamente não faremos isso apertando os botões no teclado em nossas trincheiras e disparando contra as bases cristãs daqueles que, mesmo perfilados junto ao mesmo Senhor, têm recebido um chamado diferente do nosso. O Espírito pode ser o mesmo, mas a sua manifestação tem sido diferente. E temos sido tardios em perceber isso.

Se for zelo cristão, que vá lá. Mas se temos feito isso em nome de uma instituição, que seja anátema. Se defendemos cargos e salários, fora daqui com sua hipocrisia.

Que o Reino seja anunciado acima de todas as nossas diferenças, até mesmo acima da Igreja, pois que aquele comporta esta.

Magno Paganelli, Pr.

A chegada

O barulho e o movimento começaram mais cedo do que de costume na cidade. Quando a noite deu lugar à madrugada, já havia gente nas ruas. Os vendedores se colocavam nas esquinas das avenidas mais trafegadas. Os lojistas abriam as portas de suas lojas. As crianças acordavam com o latido alvoroçado dos cães vadios e das queixas dos jumentos que puxavam as carroças. O dono da hospedaria levantara mais cedo do que a maioria dos habitantes da cidade. Afinal de contas, a hospedaria estava cheia, com todas as camas ocupadas. Todo tapete ou esteira disponível tinha sido usado. Logo todos os fregueses começariam a levantar e haveria muito trabalho a fazer.

Nossa imaginação se inflama pensando na conversa do estalajadeiro com sua família à mesa do café. Alguém mencionou a chegada do casal jovem na noite anterior? Alguém cuidou deles? Alguém comentou a gravidez da moça no jumento? Talvez. Talvez alguém tocou no assunto. Mas, na melhor das hipóteses, ele foi levantado e não discutido. Não havia tanta novidade assim sobre eles. Tratava-se possivelmente de uma das várias famílias que não pudera ser recebida naquela noite. Além disso, quem tinha tempo para falar sobre eles quando havia tanta excitação no ar?

César Augusto fez um favor à economia de Belém quando decretou que houvesse um recenseamento. Quem podia lembrar-se de uma época em que se fizesse tanto comércio na cidade? Não, é duvidoso que alguém tivesse mencionado a chegada do casal ou atentasse na condição da moça. Todos estavam ocupados demais. O dia já raiara. O pão diário precisava ser feito. As tarefas da manhã tinham de ser feitas. Havia tanto para fazer que ninguém tinha tempo para ficar imaginando que o impossível acontecera. Deus entrara no mundo como um bebê. Mas se alguém entrasse no curral de ovelhas na periferia de Belém naquela manhã, que cena peculiar contemplaria. O estábulo cheira como todos fazem. O mau cheiro provocado pela urina, excremento das ovelhas paira forte no ar. O chão é duro, o feno escasso. Teias de aranha pendem do teto e um ratinho atravessa correndo o chão sujo. Não podia haver um lugar menos adequado a um nascimento. De um lado se encontra um grupo de pastores. Eles estão sentados silenciosamente no solo, talvez perplexos, talvez reverentes, mas sem dúvida extasiados. Sua vigília noturna fora interrompida por uma explosão de luz dos céus e uma sinfonia de anjos. Deus vai até aqueles que têm tempo para ouvi-lo — e assim, naquela noite sem nuvens, ele fora até os simples pastores. Junto à jovem mãe se assenta o pai cansado. Se alguém está cochilando, esse é ele. Não consegue lembrar-se da última vez em que pôde sentar-se. E agora que a excitação diminuiu um pouco, agora que Maria e o bebê estão confortáveis, ele se apóia na parede do estábulo e sente seus olhos se fecharem. Ele ainda não entendeu tudo. O mistério do evento o intriga. Mas não tem no momento energia para lutar com as perguntas. O importante é que a criança está bem e Maria está a salvo. A medida que o sono vem, ele lembra do nome que o anjo lhe dissera para usar… Jesus.

“Nós o chamaremos Jesus“.

Maria está bem desperta. Como parece jovem! Sua cabeça repousa sobre o couro macio da sela de José. A dor foi embora como por encanto. Ela olha para o rostinho da criança. Seu filho. Seu Senhor. Sua Majestade. Neste ponto da história, o ser humano que melhor compreende quem é Deus e o que Ele está fazendo é uma adolescente num estábulo mal cheiroso. Ela não pode tirar os olhos dEle. De alguma forma Maria sabe que está carregando Deus nos braços. Esse é então Ele. Ela lembra as palavras do anjo. “O seu reinado não terá fim. “Ele parece qualquer coisa menos um Rei. Seu rosto é avermelhado, lembrando uma ameixa seca. Seu choro, embora forte e saudável, continua sendo ainda o de um bebê indefeso, lancinante e agudo. Ele depende absolutamente de Maria para seu bem-estar.

Majestade em meio ao mundanismo. Santidade misturada à imundície do excremento e suor das ovelhas. A divindade entrando no mundo no chão de um estábulo, através do útero de uma adolescente e na presença de um carpinteiro. Ela toca a face do Deus-menino. Como foi longa a sua jornada! Esta criança superara o universo. Os trapos que o aquecem eram os mantos da eternidade. A sala dourada de seu trono fora esquecida em favor de um curral de ovelhas imundo. E os anjos adoradores foram substituídos por pastores bondosos mas perplexos.

Enquanto isso a cidade fervilha. Os mercadores não sabem que Deus visitou o seu planeta. O estalajadeiro jamais creria que enviara Deus para o frio lá fora. E o povo zombaria de quem quer que dissesse que o Messias jaz nos braços de uma jovenzinha na periferia de sua cidade. Eles estavam todos ocupados demais para sequer considerar essa possibilidade.

Os que não assistiram à chegada de Sua Majestade naquela noite, não perderam a oportunidade por causa de atos perversos ou malícia; de modo algum, eles a perderam simplesmente porque não estavam olhando.

Pouco mudou nesses últimos dois mil anos, não é mesmo?

Texto de Max Lucado

Esperança e encorajamento para a vida cotidiana são o conteúdo das páginas do livro com o melhor do melhor do pastor/escritor Max Lucado que caminha conosco na jornada da vida. Com sabedoria, graça e compaixão, ele aborda tópicos como salvação, vitória, conforto e a cruz, dando ênfase ao amor de Deus e a Graça salvadora.

The Lucado Inspirational Reader é a compilação, dos últimos 25 anos, dos mais memoráveis textos, comentários espirituosos, histórias e ensinos para a vida reunidos em um único volume. Neste volume estão agrupados os parágrafos que você desejará ler, re-ler e novamente consultar em tempos de grande necessidade espiritual, encontrando esperança e encorajamento.

The Lucado Inspirational Reader está repleto de ilustrações, anedotas e citações com um índice de referências facilitando a busca por assuntos. Passe alguns minutos ou algumas horas que serão refrescantes e encorajadoras, através das mensagens inspiradoras que vão direto ao seu coração.

Como um blogger associado à booksneeze eu recebi este livro com a finalidade de escrever esta revisão.

Thomas Nelson

Mandou perante eles um homem, José, que foi vendido por escravo; Cujos pés apertaram com grilhões; foi posto em ferros; Até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do SENHOR o provou. (Salmos 105:17-19)

José foi testado e provado em muitos aspectos, mas a maior provação foi a palavra que ele tinha recebido!

Considere tudo o que José suportou: com apenas dezessete anos, ele foi despido e lançado em um poço para morrer de fome. Seus irmãos de coração frio riram de seus pedidos de misericórdia e o venderam para comerciantes Ismaelitas que o levaram em caravana a um mercado de escravos do Egito e venderam-no como um escravo comum.

No entanto, a maior provação de José não foi a rejeição por parte de seus irmãos ou até mesmo a indignidade humana de ser transformado em um escravo ou ser lançado na prisão. Não, o que confundiu e provou o espírito de José foi a clara palavra que ele havia ouvido de Deus!

Deus tinha revelado a José através de sonhos que a ele seria dada grande autoridade, que ele iria usar para a glória de Deus. Seus irmãos se curvariam diante dele e ele seria um grande libertador de muitas pessoas.

Eu não acredito que José tenha visto tudo isso como um enaltecimento para o seu próprio ego. Seu coração estava tão centrado em Deus que esta palavra deu-lhe um senso de humildade frente ao seu destino: “Senhor, Tu colocaste tuas mãos em mim para ter um papel no teu grande e eterno plano.” José foi abençoado apenas por saber que iria desempenhar uma função importante no desenvolvimento da vontade de Deus! Mas as circunstâncias da vida de José eram exatamente opostas ao que Deus havia colocado em seu coração. Ele era o servo, ele é quem tinha que se curvar! Como ele poderia acreditar que um dia ele iria libertar multidões quando ele mesmo era apenas um escravo? Ele deve ter pensado: “Isto não faz sentido. Como é que Deus poderia estar guiando os meus passos para a prisão, para o esquecimento? Deus disse que eu seria abençoado, mas ele não me disse que isso iria acontecer!”

Durante dez anos José serviu fielmente na casa de Potifar, mas no final ele foi vítima da mentira e da injustiça. Sua vitória sobre a tentação da mulher de Potifar apenas levou-o à prisão. Nessas ocasiões, ele deve ter ponderado terríveis questões: “Será que ouvi direito? Será que o meu orgulho inventou esses sonhos? Será que meus irmãos tinham razão? Talvez todas essas coisas estejam acontecendo comigo como disciplina para algum tipo de desejo egoísta”.

Amados, houve momentos em que Deus me mostrou coisas que Ele queria para mim um ministério, uma prestação serviço, uma utilidade, embora todas as circunstâncias fossem o oposto da palavra. Nesses momentos eu pensava, “Ó, Deus, isso não pode ser o Senhor falando, deve ser a minha carne”, eu estava sendo provado pela palavra de Deus para mim, mas Deus tem nos dado suas promessas e podemos confiar nelas, em todas elas!

David Wilkerson
Agosto/2011

O nosso grande pastor ama todas as ovelhas que se perderam por causa de provações, julgamentos, mágoas e feridas. Nós nunca devemos nos atrever a acusar o nosso pastor de abandonar-nos. Ele ainda caminha ao nosso lado e olha por nós em todos os momentos.

Agora você pode estar travando uma guerra perdida contra algum tipo de tentação. Seja qual for a sua luta, você determinou-se a não fugir do Senhor. Se recusa a entregar-se as garras do pecado. Em vez disso, você toma a Palavra de Deus no seu coração.

No entanto, como Davi, você cansou. E agora você está em um ponto onde você se sente absolutamente impotente. O inimigo está inundando-o com desespero, medo, mentira.

Sua experiência pode se tornar ainda mais incompreensível e inexplicável. Mas eu quero que você saiba – não importa o que você está passando, o Espírito Santo quer revelar em você Jeová Rohi, o Senhor o seu pastor. Você tem um pastor que quer marcar o seu amor em teu coração.

Jesus nos assegura: “Eu nunca te deixarei, nem te desampararei.” E o nosso Pai celestial – Rohi Jeová, o Senhor nosso pastor – revelou-se a nós no Salmo 23. Ele nos diz: “eu te conheço pelo nome, e eu sei o que você está passando. Venha, deite-se na minha graça e amor. Não tente descobrir tudo. Basta aceitar o meu amor por você. E descansar nos meus braços amorosos. Sim, eu sou o Senhor dos Exércitos. Eu sou o Deus majestoso e santo. Eu quero que você saiba todas essas revelações sobre mim. Mas a revelação que eu quero que você tenha agora é a revelação do Senhor Rohi. Eu quero que você me conheça como seu pastor, amoroso e cuidadoso. E eu quero que você tenha a certeza de que vou levá-lo através de todas as suas provações, em meu carinho e amor.

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